domingo, agosto 31, 2008

Para o Eduardo Graça




Página do livro Retours à Alger com aguarelas de Jacques Ferrandez e textos de Rachid Mimouni.


Quando vi esta estela, aqui aguarelada, do escultor Louis Benisti (amigo de Camus) pensei imediatamente no meu amigo Eduardo, grande conhecedor de Camus. Um mimo em retribuição de outro com que ele me mimoseou, vai para dois anos, quando aqui coloquei uma aguarela minha do pequeno claustro de S. Francisco em Fiesole sobre o qual Camus tinha escrito belos textos e que o Eduardo imediatamente publicou no Absorto.

Vivam as empatias!

Nota: Na stela está escrito: "Je comprends ici ce qu'on appelle gloire. Le droit d'aimer sans mesure."


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domingo, maio 11, 2008

Parabéns aos atletas do Triatlo




Vanessa Fernandes - pentacampeã da Europa.

João Silva - medalha de prata em júniores

Anais Moniz - medalha de bronze em júniores

depois disto, do empenho, do profissionalismo e da humildade pergunto-me:

- Para que precisamos do futebol?


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sábado, março 15, 2008

Henry Moore em Kew Gardens



















Este último não é de Henry Moore. Infelizmente perdi o nome do autor mas é a homenagem a dois amigos, entretanto, desaparecidos.

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segunda-feira, março 10, 2008

Da amizade





Do meu amigo Eduardo Graça recebi o seu livro com uma dedicatória comovente. Dele deixo dois poemas que, apesar da década de 80, são de sempre.


Não omito

Não omito nada do meu gostar
nem o sobressalto de descobrir um dia
que não queria nada do que quis.
Ofereço o tempo futuro todo
à descoberta da arte de transformar
amando o desconhecido ou quase que é
afinal o que é amar.

24/2/1981


O que eu queria

O que eu queria não posso pedir que me escapa
a sem razão de o não obter, o que eu queria era
num dia assim aberto um olhar liso e claro
na direcção do meu sorriso que espera longo.
Aguento, aguento-o dia após dia, abro e fecho
a mão, agarro o que eu queria um momento
mas no outro se me cava a ruga fundo no meio
da testa e se me enche o fundo da pele de suor.
O que eu queria não o posso dizer senão talvez
a alguém que és tu que já o sabes melhor
do que eu quando digo que não falo mais nisso.
O que eu queria me desses naquele dia maduro
era um sorriso que se fixasse para sempre
no rosto que é o resto que eu tinha posto de fé
na vida para além de mim e do que eu queria.

22/9/81


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sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Escrevendo com o coração


depois de ter visto a entrevista de Judite de Sousa a Charles Aznavour.

Dos muitos vídeos que se encontram na net escolhi o que se segue por ele ter escolhido, de todo o seu reportório, a canção - Sa Jeunesse.






Um homem que, aparentemente, envelheceu bem e que me trouxe saudades do tempo em que comprava todos os seus discos, alguns trazia-os de França, do tempo em que o vi no Monumental, do tempo em que sabia de cor, de trás para a frente, todas as suas canções - verdade seja que ainda hoje as sei já que a memória é boa.

Durante a entrevista, à pergunta de como gostaria de ficar lembrado quando morresse, a sua resposta foi de que lhe bastava que as pessoas fossem capazes de indicar duas das suas canções, indicar apenas; não só indicava muitas mais como ainda as conseguiria dizer - cantar, não, que seria assassiná-las ;)

Infelizmente não irei ver o seu espectáculo mas a causa também é boa e ambas se prendem com o meu passado.


Nota: em vinil tenho uma enorme discografia dele - repetida em cd's. Há maluqueiras para tudo e esta não faz mal a ninguém, poderá ter feito mal à minha bolsa, mas isso é outra história!

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segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Dos outros



Do meu amigo Lau Siqueira recebi o seu livro Texto Sentido.




Dele escolhi, entre tantos outros possíveis, o seguinte:


ponto sombra


porque
tenho fé e cumpro
a sina de andar pelos dias

caminho entre milhas
de distância e lugar nenhum

costumo limpar os sapatos
e a garganta antes de cada passo
ou grito

escrevo

ainda que
em algum momento apenas
anote a placa do verso que
por mim passou voando.


Lau Siqueira pode ser encontrado aqui.


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quinta-feira, janeiro 31, 2008

Dos Outros - Livro de orações


primeira


senhora, em teu poder finito e aleatório confio
as minhas preces de ontem e de hoje.

entrego às tuas mãos lânguidas a seiva das
minhas lágrimas
para que nelas banhes o rosto e absorvas
a cor e o sal da minha interioridade.

senhora, em teu poder finito e imperfeito deposito
a esperança de uma luz – não tem de ser brilhante -
basta o calor da verdade e a frescura da paz
para desenhar a pastel um dia com outro tempo.

imploro o abraço das tuas pernas,
dos teus cabelos ondulantes,
dos teus fios de ouro suspensos das asas,
das tuas raízes profundas cravadas no mundo,
o abraço que faça de mim lugar fértil da tua curiosa misericórdia.

senhora, em teu poder finito e inconstante entrego humildemente
o rumo do meu sangue – todo
: do que corre nas veias
e
do que inunda os carris onde desfila inglório
o meu azul final.


vinte: 01, MMVIII


Com um abraço agradecido ao meu amigo R.E. por me ter deixado colocar aqui este seu poema.

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sábado, dezembro 15, 2007

Homenagem a Oscar Niemeyer - 15 de Dezembro de 1907


no seu 100º aniversário! A versatilidade de um perseverante criador.



"Sempre pensei em fazer escultura, mas sem nenhuma preferência ou caminho a seguir. Para mim, em matéria de arte – e mesmo de arquitetura –, não importa haver estilos diferentes, nem obra antiga ou moderna. O que existe é apenas arte boa ou ruim.

Gosto dos velhos mestres, mas também dos trabalhos de Moore, da pureza de Brancusi, das belas mulheres de Despiau e Maillol, das esculturas gregas e egípcias, da Vitória de Samotrácia, toda feita de beleza e movimento. Até as esguias figuras de Giacometti, que, confesso, não me atraíam, passei a admirar, quando vi uma delas, sozinha, monumental, num grande salão de Bruxelas."









Museu Oscar Niemeyer





projecto da sua residência





a residência




Desenhos







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domingo, agosto 12, 2007

Centenário - Miguel Torga





Requiem por mim

(Coimbra, 10 de Dezembro de 1993)



Aproxima-se o fim.
E tenho pena de acabar assim,
Em vez de natureza consumada,
Ruína humana.
Inválido do corpo
E tolhido da alma.
Morto em todos os órgãos e sentidos.
Longo foi o caminho e desmedidos
Os sonhos que nele tive.
Mas ninguém vive
Contra as leis do destino.
E o destino não quis
Que eu me cumprisse como porfiei,
E caísse de pé, num desafio.
Rio feliz a ir de encontro ao mar
Desaguar,
E, em largo oceano, eternizar
O seu esplendor torrencial de rio.




Memória

(Coimbra, 1 de Novembro de 1983)



De todos os cilícios, um, apenas,
Me foi grato sofrer:
Cinquenta anos de desassossego
A ver correr,
Serenas,
As águas do Mondego.




Chaves, 4 de Setembro de 1980 – Bem gostava de o ouvir com outros ouvidos e acreditar nas suas apreciações generosas. Mas não. Infelizmente, em matéria literária, ninguém me pode dar segurança. Insegurança, sim. Agora tirar-me deste inferno em que me deixa cada obra literária editada, só a morte. A publicação de um livro é um jogo em que o autor se arrisca eternamente numa roleta diabólica, sem nunca chegar a saber se ganhou ou perdeu. E como precisamente desafio neste momento, mais uma vez, os azares do prelo, é já esse sentimento de réu em perpétuo julgado que me dilacera. Cada palavra propícia que eventualmente chega até mim, em vez de consolo, dá-me a impressão de ficar com a sorte agravada. À mercê do futuro e empenhado ao presente.



Miguel Torga, Diário XIII, Coimbra, Edição do Autor, 1983



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quinta-feira, junho 28, 2007

Lendo - O Fulgor da Luz - conversas com Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes de Anne Philipe





Vieira da Silva - Queria dizer uma coisa. Fazem-nos muitas vezes esta pergunta: "Como é que se pinta?" E eu não sei se estão a pensar na técnica, se no ofício. Porque uma técnica como a da gravura, podia eu explicá-la mesmo não sendo uma boa gravadora. Sou capaz de explicar como se faz uma água-forte, um buril, uma ponta-seca, uma litografia, um vitral, tudo isso posso eu torná-lo inteligível, com a consciência de não fugir demasiado à verdade. Mas fazer pintura é uma coisa totalmente diferente, porque o ofício e a técnica estão aí intimamente ligados. É um dos ofícios mais antigos, pois já o homem das cavernas o praticava. O impressionismo fê-lo eclodir, e desde então o ofício de pintor tornou-se diferente do que até aí fora. Mas uma coisa não mudou: um pintor que não sabe pintar fará um mau quadro, mesmo que o assunto e a intenção sejam bons, porque a ideia e o ofício são inseparáveis. Pode ir-se muito longe, mesmo, sem se ser um grande pintor, basta ter trabalhado durante muitos anos e haver adquirido uma certa ciência. E isto aplica-se a todos os pintores como eu e o Arpad, que toda a vida trabalhámos duramente. Tornamo-nos sabedores e esse saber adquirido é difícil de ser dito e explicado. É como se eu quisesse aprender composição musical para compreender os músicos ou a música. Mas os compositores atingiram uma mestria tal, que nós somos incapazes de acompanhá-los, mesmo possuindo uns rudimentos de composição. Boulez, que é músico muito sabedor, pode, se clhar aprender imediatamente qualquer partitura, mas eu, que sou apenas amadora, não posso.


[...]


Arpad - Curiosamente, ambos compreendemos muito melhor a Escola de Paris depois de termos descoberto a Itália. Fomos dar com a nascente, com o sítio indiscutível, se quiseres. Quando éramos jovens, até aos vinte anos, um pintor estudava do natural. É preciso ver que aos quinse ou dezasseios anos se perde a pureza, a ingenuidade, a capacidade de admiração.

Anne Philipe - A que atribuis tu essa regressão?

Arpad - A várias causas: ao ensino que atrofia, que é demasiado conformista, ou demasiado abstracto, e que separa o adolescente da poesia; à sexualidade que nos assedia nessa altura da vida, e a outros factores fisiológicos. Mas seja como for, e maus grado tais provações, há que continuar, que perseverar. É um processo inevitável e muito doloroso.

[...]

Tradução de Luiza Neto Jorge

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terça-feira, maio 01, 2007

Livro


Nada reverte do acaso
numa árvore: o número de folhas
ou os desenhos do tronco
estavam inscritos no Livro.



Ao jcb um obrigada.

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quinta-feira, abril 26, 2007

A amizade não se agradece


acolhe-se, respeita-se e guarda-se mas há que dar notícia deste post pois os excertos de Camus são imprescindíveis para quem esteve nesse local e para todos que sabem como, através da palavra, Camus se revelava.

Quem conseguir encontrar tempo e disponibilidade interior para sentir a magia de certos locais receberá em troca a interioridade e a paz que tantas vezes, em vão, se persegue.

Ao Eduardo o meu obrigada.


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domingo, abril 22, 2007

Dando asas ao poema


que asfixiava na caixa de comentários do meu post de ontem. Obrigada Eduardo.

Onde está


Onde está a seara de vento que ondulava
Azul no meu pensamento
Com sons de trigo a escorrer pela eira
E o dia a morrer devagar
À minha beira à vista dos olhares belos
Por vezes tristes de melancolia

Onde se esconderam os gestos antigos
Rasgados e sem medida
Abraçados ao corpo que se despedia
Olhos ao alto num rosto
Cheio de lágrimas
Salgadas do gosto da carne ferida

Onde está a minha vontade desmedida
Que não a encontrei mais
Flamejante a incendiar os sonhos
Impressos a sangue quente
Na ausência habitada
Da tua crença em mim perdida


Eduardo Graça - 20/4/2007



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terça-feira, abril 10, 2007

Em memória

Ontem, quando cheguei, tive a notícia triste da morte de Eliane Stoducto uma amiga brasileira que, nunca tendo conhecido em pessoa, me acompanhou durante longos anos nesta teia da Net, das suas palavras e das suas empatias. Fui apanhada de surpresa e há em mim aquela névoa que impede que as palavras revelem o que sinto.

Ainda em 16 de Janeiro no seu blog em desalinho ela publicara o meu poema Sísifo.

Deixo aqui o poema que se encontra no template do seu blog. Poderia colocar muitos outros dos seus poemas mas creio que não foi por acaso que ela escolheu este. Ela sabia da sua doença, eu não.



Palhaça


O tempo passa

e eu,

palhaça,

no circo maldito

choro risos




Eliane Stoducto


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terça-feira, março 27, 2007

Amanha faz anos que o Rodrigo nos deixou




O que está escrito na minha Ilíada que ele me ofereceu no dia dos meus 17 anos.



*** *** ***

Os mesmos, palco e actor.
(E este Plenilúnio de Alma
Em que eu ainda ardo).
— Morreste, Amor?
Amor, não tardo.


Rodrigo Emílio, do seu 1º livro Lágrimas Ancoradas à Sombra do Amor



Como amanha nao posso vir a net deixo hoje aqui este post em memoria. No final desta semana regressarei e depois darei outras noticias.


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quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Agradecendo


O Eduardo ontem colocou na cx de comentários do post anterior este belíssimo poema, há que lhe dar relevo.

Claridade

A claridade aflorava por debaixo das portas
Uma nesga horizontal floria a horas mortas

E os sons longínquos das vozes ressoavam
E sorriam à luz dos rostos que me amavam


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domingo, janeiro 28, 2007

Amarrações durante a cabotagem # 9




Brinco de palavras

Do Avesso post XL

daily dose of imagery

Prima Scripta

Propylaea

Citizen Mary

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sexta-feira, janeiro 26, 2007

Rodrigo Emílio


Este post é particularmente para o Martim


AGUARELA DO AUTÊNTICO PRESÉPIO

Na Noite de Natal, queria ir por aí fora,
Contigo, minha mãe...
No rasto daquela estrela, vamos, mãe, vamos embora...
Vamos os dois, sem aurora...

Pela noite fora,
— Vem!

Na Noite de Natal
(queria-A eu sem madrugada,
Para entrever, contigo, minha mãe,
Em toda a noite entrevada,
Só horizontes de além...),
não me deixes sem ninguém...

Demos mãos... e, de alma dada,
Vamos, mãe, sem alvorada...

No rasto daquela estrela dourada,

Com aquela estrela de oiro que bem sabe aonde vai...
Que, nos céus, amanheceu,
E que já nos guia a meu pai
Que já morreu
E ‘stá no CÉU,
— Pela Noite de Natal nós caminhemos,
De lés a lés,
E além
Da noite — crepe...

Pra que, depois,
(EU, entre vós dois, — PAI!
— MÃE!,)

Ajoelhemos,
Todos três,
Em PRESEPE!



Do livro Lágrimas ancoradas à sombra do amor (seu primeiro livro)



A formatação está errada mas não consegui manter a formatação original.

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sábado, abril 16, 2005

sob as Hespérides - Gonçalo B. de Sousa


era bom que o mundo fosse diferente,
mas eu sou só um e mais não posso.
pelos pomares do mundo há árvores
enegrecidas, com maçãs de chumbo.
um sou, mais não poderei? e como não?
pus um vaso na varanda, ao sol dos dias;
mão rudes o modelaram; certeiros dedos
de mulher lhe pintaram quimeras de fogo,
uns frutos, estrelas e corações escarlates.
se mais não puder, como me explicarei
diante das crianças de ouro, que riem
abundantemente, como arroios à solta?
da terra que apanhei do chão, nasceu
uma planta de um verde estranho às casas
de betão; alimenta-se do vento e da água e,
suspeito-o, do fogo que lhe é interior
(de onde vem a luz, que não se lhe vê a fonte?)
essa é a minha planta verde, posta
num vaso de quimeras: a minha bandeira
no solo de betão lunar, ao abismo da rua,
vertical como as árvores errantes
na planície, com frutos como corações,
sob as incorruptíveis Hespérides guardiãs.
sou um só - no entanto, bastam duas mãos
para agarrar a lua que orvalha as madrugadas.



gonçalo b. de sousa

7/9 - 3 - 2005



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segunda-feira, abril 11, 2005

Porque já passou um ano


Ausente de Lisboa quando fez um ano que Rodrigo morreu, só hoje aqui coloco um recorte, há muito guardado e já bem amarelecido pelo tempo.


Do Diário de Notícias, infelizmente sem data


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