sábado, dezembro 15, 2007

Homenagem a Oscar Niemeyer - 15 de Dezembro de 1907


no seu 100º aniversário! A versatilidade de um perseverante criador.



"Sempre pensei em fazer escultura, mas sem nenhuma preferência ou caminho a seguir. Para mim, em matéria de arte – e mesmo de arquitetura –, não importa haver estilos diferentes, nem obra antiga ou moderna. O que existe é apenas arte boa ou ruim.

Gosto dos velhos mestres, mas também dos trabalhos de Moore, da pureza de Brancusi, das belas mulheres de Despiau e Maillol, das esculturas gregas e egípcias, da Vitória de Samotrácia, toda feita de beleza e movimento. Até as esguias figuras de Giacometti, que, confesso, não me atraíam, passei a admirar, quando vi uma delas, sozinha, monumental, num grande salão de Bruxelas."









Museu Oscar Niemeyer





projecto da sua residência





a residência




Desenhos







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segunda-feira, outubro 29, 2007

Barcelona IV








rolavam na memória os seixos
e os momentos de claridade
no infinito convergiam
os eremitas.


Monserrat perto da capela de San Juan, 22 de Outubro de 2007




Nota:
Valeu o cansaço físico e a respiração mais difícil própria de quem não está habituada a andar naquelas alturas. Mas o infinito era meu e, estranhamente, senti ali uma simbiose com a imensidão do mar.

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quinta-feira, março 03, 2005

Centenário do nascimento de Sartre-1905/1980




Sartre


Ontem no final da tarde estive na Gulbenkian numa comemoração sobre o Centenário do nascimento de Sartre.

Foi exibido o documentário Portraits Croisés – um deambular pelos dias, locais e quotidianos de Sartre e de Simone de Beauvoir apoiado por testemunhos destes a perguntas que lhe são feitas. O documentário é de Madelaine Gobel-Noëll da TV Canadiana, documentário que, a pedido de Sartre, esteve impedido até há bem pouco tempo de correr na Europa. Já o tinha visto na televisão.

Seguidamente falaram sobre Sartre a própria Madelaine e Annie Cohen Solal – sua biógrafa, Eduardo Prado Coelho e Eduardo Lourenço.

Gostei particularmente das intervenções de Annie Cohen Solal e Eduardo Lourenço embora me tenham sabido a pouco. De Eduardo Lourenço retive duas frases sobre Sartre – uma bússola ética e um mestre que sempre recusou a maîtrise (estou citando de cor).

Esperava um pouco mais mas de facto não sei se valerá a pena pois as pessoas rapidamente se cansam e começam a sair a meio das intervenções. Somos ainda muito “pobrezinhos”. Penso que há muita gente que vai a estas coisas mais para se mostrar e ser visto do que para ouvir, discutir e aprender.

Por mim lamento não poder ir amanhã ao Instituto Franco-Português onde continuam as comemorações com a passagem de dois filmes com as entrevistas, agora em separado, a Sartre e a Simone de Beauvoir.

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