quinta-feira, maio 31, 2007

Money makes the world go round


A partir de hoje este Papa irá confortar pessoalmente durante um minuto todos os pais de crianças desaparecidas e abençoar os seus retratos.

Estou a deduzir correctamente, não é verdade? É que apesar de não ter passado por isso e não ser monárquica, nunca gostei do Mapa Cor de Rosa e de todos os seus resquícios.


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Whatever will be, will be...


Juízes?

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domingo, fevereiro 11, 2007

Ora vamos lá a arregaçar as mangas


e a fazer uma boa lei.

Eu já cumpri o meu dever e já usufruí do meu direito; agora eles que façam o seu trabalho sem tibiezas.


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sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Grande Entrevista


Isto é que eu entendo por sabedoria – o raciocínio sagaz e a sua verbalização que vi agora na entrevista na 1 ao Professor Alexandre Quintanilha feita pela Judite de Sousa.

Espantosa vivacidade e coerência de argumentação e aquilo que sempre me deixa perplexa – o entusiasmo que estas pessoas “grandes” da Ciência sempre transmitem em detrimento dos “chatinhos” das Letras. Penso que isto se deve ao necessário questionamento dos cientistas, ao seu natural assumir de que não há certezas, à sua dúvida, ao seu incansável prosseguir. Nas pessoas de Letras, com as devidas excepções obviamente, há um convencimento, um discorrer quase programado, uma falta de entusiasmo contagiante, uma verborreia, por vezes, oca e uma certa dose de satisfação endémica.

Quem me conhece deve saber o que me custa pensar assim, eu que estou muito mais próxima destes últimos; mas a verdade é a minha forma de liberdade.

Como eu gostaria de ter tido como professores pessoas como Alexandre Quintanilha, Sobrinho Simões ou aquele rapaz que vi ser entrevistado pela Ana Sousa Dias e que me despertou a curiosidade pela Teoria dos Nodos. Com pessoas assim talvez eu tivesse escolhido Ciências. Não acredito que com eles tivesse de ter perdido a paciência e o tempo, sobretudo o tempo, a saber de cor o aparelho digestivo da minhoca.


Lisboa, 1 de Fevereiro de 2007



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quinta-feira, janeiro 18, 2007

Referendo 11 de Fevereiro


Nem NÃO nem NIM

SIM


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terça-feira, dezembro 05, 2006

Como é possível?




jogar tão mal?

Ser adepta não é ser cega.


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sábado, novembro 25, 2006

é só olhar


O sol atreveu-se na chuva e paira por cima da destruição; não poderá iluminar os homens para que repensem a barbárie que andam a fazer à sua volta?

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segunda-feira, setembro 11, 2006

11 de Setembro


Faz hoje cinco anos que o mundo continuou a mudar, só que em progressão geométrica.

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segunda-feira, maio 01, 2006

A televisão não perdoa


A política aburguesou-se e engordou. Também não admira; quer com políticos, partidos, sindicatos, confederações patronais, militantes e simples cidadãos, não há reunião, comício ou quejandos, sessões de esclarecimento ou qualquer outra movimentação que não comece ou acabe com todas as pessoas sentadas à volta de uma mesa de vitualhas. Se calhar, a única maneira de lá terem gente!

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sábado, fevereiro 11, 2006

Passos Perdidos


Nos Passos Perdidos não perdi os meus passos porque felizmente não encontrei nenhum paralamentar, só obras de arte.





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quarta-feira, novembro 30, 2005

O valor das palavras





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sábado, outubro 08, 2005

No dia de reflexão


De câmara em câmara até à antecâmara do Inferno.

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quarta-feira, setembro 21, 2005

Os dois pratos da balança da Justiça


Um deles está desregulado (para não lhe chamar outra coisa) pende sempre para o mesmo lado.

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sábado, setembro 10, 2005

As palavras


a parte visível do nosso iceberg.

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quinta-feira, julho 07, 2005

Ainda os atentados de Londres


Tavistock Square, um dos lugares mártires dos atentados de Londres, tem no seu centro uma estátua de Ghandi. Há aqui qualquer coisa chocantemente contraditória.

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Londres



Na saida do metro de Edgware Road

A barbárie continua.


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sábado, junho 04, 2005

Mais um ano de Feira do Livro


Passado o buraco em que o “Pipi” da Câmara transformou o Marquês de Pombal e subida um pouco mais a alameda do Parque, aí está ela. Igual. Cheia. Demasiado. Com os livros em catadupa desafiando a paciência e a vista.

O encanto já não é o mesmo; talvez culpa minha, mas o sol abrasador, os empurrões, o barulho já me afastam desta feira onde vinha várias vezes por ano. Os tempos são outros. Há livrarias onde os preços desafiam os da Feira, onde os livros estão dispostos de uma forma atractiva, com locais onde os podemos desfolhar no recolhimento das palavras. Também as várias feiras anuais de livros com descontos substanciais tornam esta Feira do Livro menos atraente e apenas mais uma feira. Diga-se de passagem que os livreiros e editores se acomodam demasiado e repetem gestos passados, esquecidos que estão perante um povo que lê pouco e a quem deveriam proporcionar um espaço de prazer, procura, beleza e uma certa comodidade.

Entre os livros que comprei destaco na Poesia: Casimiro de Brito – Manuel António Pina e José Tolentino Mendonça (A Estrada Branca). Livros de Francisco José Viegas, Paul Auster e Pérez-Reverte. Um livro de Arte do séc. XX e de Pop-Art (este uma verdadeira pechincha que me valeu a ida à feira).

Não voltarei este ano à Feira do Livro.

Há, contudo, uma coisa que tenho de realçar. Aos que querem escrever e estejam falhos de motivo aconselha-se uma ida à Feira. Não pelo bulício envolvente (ajudaria, pois só ele seria matéria de escrita), mas especificamente pelas conversas laterais que se estendem alameda acima e abaixo naquele tom bem audível e português de quem gosta de ser ouvido. A enormidade das conversas e das asneiras merece anotação e daria boas crónicas e contos. Mas melhor de tudo, são os que se passeiam de telemóvel ao ouvido em intermináveis conversas sobre o cão, o gato, o Zezinho, a Lolinha e, sobretudo, as inúmeras conversas de tralhalho(?) ou de venda da “banha da cobra”; estas últimas em especial dariam um grosso calhamaço sobre agressivas técnicas de venda e de marketing de senhores de colarinho branco e engravatados, refastelados entre livros e algum copo de cerveja!

Haja paciência para tanto pacovismo!

Maio 05


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sábado, abril 30, 2005

Da realidade e do sonho


Há muito tempo que não passava pela casa. Encontrei-a cada vez mais degradada. Arrepiava a alma. Estava ali a incúria de um país que não sabia preservar a sua cultura.

Olhei a lápide e, de repente, os meus olhos desviaram-se para as duas janelas abertas. Devia ser de propósito – aumentaria a degradação e depois, quando a casa ruísse, todos os ínvios objectivos seriam alcançados. Olhando melhor toda a fachada, reparei que a porta, apesar de fechada, tinha a grossa corrente caída. Atravessei a estreita rua e empurrei-a. Guinchou mas foi-se abrindo. A medo meti a cabeça e, lentamente, não fosse alguma tábua ceder, fui entrando. O interior estava soturno e tétrico. Parei; tinha ouvido um ruído. Dei um passo atrás e abri um pouco mais a porta. Tentei descortinar para além das sombras mas pouco via. Nisto, não tive dúvidas, ouvi passos descendo as escadas. Era a hora em que o sol se encontrava a pique, a porta estava aberta, por detrás de mim a Rua Saraiva de Carvalho e os passos de alguns transeuntes. Não via ninguém no meio daquela penumbra mas, de vez em quando, os passos aproximavam-se. Tive medo e retrocedi pronta a sair. Nisto, ouvi num murmúrio:

Eu tinha umas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Que, em me eu cansando da terra,
Batia-as, voava ao céu.




Casa de Almeida Garrett na Rua Saraiva de Carvalho


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quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Competência útil

Mas haverá alguma competência inútil?

Se assim fosse já não seria competência!

Como é ridícula a política à portuguesa!

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terça-feira, novembro 30, 2004

O nojo da política



Este pensa que deve ir sozinho porque... mas... em caso de... o outro espera para ver o que aquele vai fazer e se... então, aqueloutro que estaria na calha encolhe esperando o momento propício para... por... quiçá...; assim, todos esperarão juntando o se... ao mas... mais ao talvez... e depois... logo se verá.

Sobre o país e o povo, nada.

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