Linha de Cabotagem
Palavras no fio dos dias e dos ânimos
sábado, outubro 04, 2008
segunda-feira, março 27, 2006
Moviealcoholic
Nos últimos três dias vi três filmes - Capote, Colisão e Fala com Ela.
Do Capote ainda me custa falar tal o murro no estômago que toda aquela história e, particularmente, a interpretação me causaram. Há dramas dentro de dramas e relações que se cruzam sem qualquer tipo de rede. O tempo e a lenta cadência realçam toda a atmosfera que se pretende criar. Mais outro dos bons filmes que tenho visto ultimamente e daqueles que vão ficar para sempre gravados na minha memória. Não me admira que tenha ganho o prémio de interpretação masculina.
De Colisão pouco a dizer para além de decepção. Não consigo perceber como foi o filme premiado com o Óscar do melhor filme. Pateticamente moralista e demasiado americanizado para meu gosto.
Fala com Ela que acabei de ver em vídeo é mais um bom filme de Almodóvar. Uma história bem narrada e conseguida manipulando a analepse e o momento presente. Tocante e com a cor que marca os filmes de Almodóvar.
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sábado, março 12, 2005
segunda-feira, março 07, 2005
Um momento de nostalgia

Guerra e Paz
(...)Assim, pois, a ideia que fazemos da liberdade e da necessidade de um acto diminui ou aumenta gradualmente segundo são maiores ou menores a conexão com o mundo exterior, a perspectiva do tempo e a dependência das causas do fenómeno da vida do homem que estudamos.
(...)
Mas supondo mesmo que imaginávamos um homem completamente livre de toda a influência, apenas encarando um seu acto momentâneo e partindo do princípio de que esse acto não era determinado por causa alguma, se admitirmos o resto infinitamente pequeno da necessidade igual a zero, nem sequer então chegararíamos ao conceito da liberdade completa do homem, pois o ser que não aceita as influências do mundo exterior, que está fora do tempo, e não depende das causas, já não é homem sequer.
Mesmo assim, nunca poderemos representar-nos os actos de um homem submetido apenas à lei da necessidade sem intervenção da liberdade,
Guerra e Paz, Leão Tolstoi
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sexta-feira, fevereiro 25, 2005
Alain Resnais

Nuit et Brouillard
Ontem vi Nuit et brouillard de Alain Resnais, France, 1956. Um filme/comentário incontornável sobre os campos de concentração nazis e sobre a capacidade humana de lembrar e esquecer, um verdadeiro mergulho na memória.
Música do compositor alemão Hanns Eisler.
Um filme marcante que deve ser visto
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segunda-feira, fevereiro 14, 2005
quarta-feira, fevereiro 02, 2005
O Retorno Desejado - Saraband

Liv Ullmann - Erland Josephson
Fui ontem ver o Saraband. Direi apenas que, para além do retorno há muito desejado, o filme é Bergman no seu melhor, servido por aquele elenco de actores que ele sempre soube "arrebanhar" e por um magnífico outono.
Não sou crítica de cinema e por isso vos deixo este link onde João Bénard da Costa diz tudo o que eu gostaria de ter dito.
Um filme a rever.
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