terça-feira, Dezembro 31, 2013

 
 

sexta-feira, Junho 14, 2013

Poema inicial


 



os olhos eram sorriso
na transparência azul do mar
 
a ternura -
paleta infinita onde se misturavam
as cores de cada sorriso

no caleidoscópio do olhar
recriava-se o arco-íris.

HFM - Lisboa, 14 de Junho de 2013

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domingo, Junho 02, 2013


sorri ao mar
a borboleta cortejava a papoila
o sol invadia o espaço

um pouco mais
teria tocado o absoluto.

HFM - Ericeira, 1 de Junho de 2013

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segunda-feira, Junho 04, 2012

A cor


HFM - Aurray na Bretanha




sexta-feira, Maio 04, 2012

Velhinha



Mas com nostalgia desses belos dias que passei em Aveiro. Reflexo de moliceiro na ria.

segunda-feira, Janeiro 16, 2012

Por detrás do vidro


Há no retrato a penumbra
a sombra de uma presença
miragem sem tempo
espelho sem retorno nem alegoria

um rosto esculpindo uma memória antiga.

HFM - Lisboa, 12 de Janeiro de 2012



quinta-feira, Janeiro 12, 2012

Escrever. Escrever como se o mundo não existisse e o tempo fosse volátil. Escrever como se as palavras se libertassem num estuário onde se pudessem expandir. Sem bifurcações. Sem sentidos proíbidos. Sem notas dissonantes. Numa harmonia que o próprio caos criaria.

Assim apócrifas, as palavras seriam o verdadeiro contraponto do sentir.

HFM - 2011

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quinta-feira, Fevereiro 24, 2011

Mensagem de permanência


Apenas uma mensagem com medo que o blogue desapareça no espaço logal. E que hoje dia de sol no outono lisboeta venho refrescar com a mesma vontade do parágrafo anterior.

segunda-feira, Novembro 03, 2008

Mudando de casa





Não, felizmente não foi por causa da crise, mas as obras a fazer tornavam-se mais simples criando outro blogue o
LINHA DE CABOTAGEM III




espero-vos lá, é só clicar aqui.

Aos que comigo costumam partilhar este espaço queria deixar um grande obrigada e espero que o novo espaço nos continue a permitir este intercâmbio de empatias.

A todos um até já ali ao lado... ao ladinho...



...

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sábado, Novembro 01, 2008

Do diário


Há momentos em que dentro de mim não sou eu. Outra. Alguém que me fita sem me conhecer. Uma vindoura que não conviveu comigo. Que não foi. Oiço-a e as palavras não são minhas, muito menos os tiques. Quem colocou dentro de mim esta? Porquê assim? No vazio dos dias que se seguem a uma insónia é sempre outra que me atormenta como se a porta tivesse ficado aberta e eu tivesse partido para ir dormir.

Podes-te calar, ao menos? Deixa que os solavancos da vida me adormeçam sem que este eco pertinente ferre os dentes nas minhas dúvidas. Deixa que o dia suceda ao dia sem me instalares a dúvida das horas que restam. Deixa que, por entre a chuva, eu sinta o sol. Deixa que a simplicidade dos néscios invada os gritos da ansiedade. Deixa. Deixa, ao menos, que eu e tu convivamos como se fôssemos uma. Deixa que o sal traga o sabor dos dias de sol e de preguiça. Deixa, deixa que eu te esfole para que de ti só reste a pele acobertando os meus minutos. Deixa, já que eu não consigo deixar que tu existas.


HFM - Lisboa, 31 de Outubro de 2008



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