Linha de Cabotagem
Palavras no fio dos dias e dos ânimos
Segunda-feira, Junho 04, 2012
Sexta-feira, Maio 04, 2012
Segunda-feira, Janeiro 16, 2012
Por detrás do vidro
Há no retrato a penumbra
a sombra de uma presença
miragem sem tempo
espelho sem retorno nem alegoria
um rosto esculpindo uma memória antiga.
HFM - Lisboa, 12 de Janeiro de 2012
Quinta-feira, Janeiro 12, 2012
Escrever. Escrever como se o mundo não existisse e o tempo fosse volátil. Escrever como se as palavras se libertassem num estuário onde se pudessem expandir. Sem bifurcações. Sem sentidos proíbidos. Sem notas dissonantes. Numa harmonia que o próprio caos criaria.
Assim apócrifas, as palavras seriam o verdadeiro contraponto do sentir.
HFM - 2011
Etiquetas: Escritos
Quinta-feira, Fevereiro 24, 2011
Mensagem de permanência
Apenas uma mensagem com medo que o blogue desapareça no espaço logal. E que hoje dia de sol no outono lisboeta venho refrescar com a mesma vontade do parágrafo anterior.
Segunda-feira, Novembro 03, 2008
Mudando de casa

Não, felizmente não foi por causa da crise, mas as obras a fazer tornavam-se mais simples criando outro blogue o
espero-vos lá, é só clicar aqui.
Aos que comigo costumam partilhar este espaço queria deixar um grande obrigada e espero que o novo espaço nos continue a permitir este intercâmbio de empatias.
A todos um até já ali ao lado... ao ladinho...
...
Etiquetas: Avulso
Sábado, Novembro 01, 2008
Do diário
Há momentos em que dentro de mim não sou eu. Outra. Alguém que me fita sem me conhecer. Uma vindoura que não conviveu comigo. Que não foi. Oiço-a e as palavras não são minhas, muito menos os tiques. Quem colocou dentro de mim esta? Porquê assim? No vazio dos dias que se seguem a uma insónia é sempre outra que me atormenta como se a porta tivesse ficado aberta e eu tivesse partido para ir dormir.
Podes-te calar, ao menos? Deixa que os solavancos da vida me adormeçam sem que este eco pertinente ferre os dentes nas minhas dúvidas. Deixa que o dia suceda ao dia sem me instalares a dúvida das horas que restam. Deixa que, por entre a chuva, eu sinta o sol. Deixa que a simplicidade dos néscios invada os gritos da ansiedade. Deixa. Deixa, ao menos, que eu e tu convivamos como se fôssemos uma. Deixa que o sal traga o sabor dos dias de sol e de preguiça. Deixa, deixa que eu te esfole para que de ti só reste a pele acobertando os meus minutos. Deixa, já que eu não consigo deixar que tu existas.
HFM - Lisboa, 31 de Outubro de 2008
Etiquetas: Do diário
Quinta-feira, Outubro 30, 2008

escorre pelo braço o som das horas tardias. memórias sazonais inquietando os dias. veredas sem saídas onde pernoitam os apelos. por entre os arbustos uma brisa adensa as inquietudes do mar. harpejos de espuma nas vibrações da cidade.
Etiquetas: Escritos
Terça-feira, Outubro 28, 2008
Grito
quando os caminhos se fecham
estende-se o deserto
e nas máscaras o pó desenha
sedimentos
gritos ecoando na crosta das horas!
HFM - Lisboa, 27 de Outubro de 2008
Etiquetas: Poemas HFM
Segunda-feira, Outubro 27, 2008
Os afagos eram de areia
movediços
correndo para o mar
adensando-se em dunas
desequilibradas
poeiras soltas de anseios
colhendo o pôr do sol
na finura de cada poalha
ternuras cimentando búzios!
HFM - Lisboa, 3 de Outubro de 2008
Etiquetas: Poemas HFM



