sábado, agosto 25, 2007


era a mão na aflição da criança. quase medo. entre a verdade e a mentira que a verdade já lhe trouxera tabefes e, no silêncio das perguntas, aprendera a mentira. assim lho diziam. mas ela sabia que não era assim. invenção, sim. fuga da verdade também. que esta já lhe valera tabefes. parece que os adultos não se davam bem com a verdade. e de invenção em invenção sentava-se no canto e fazendo muito força com o lápis desenhava, com letra bicuda, palavras que diziam não ter qualquer nexo. nexo? o que seria isso? não percebiam?! tão bronquinhos que eram! ela só desenhava da sua invenção as estórias.


HFM - Lisboa, 24 de Agosto de 2007



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