domingo, junho 25, 2006

Regresso



última folha do meu caderno de desenhos formato A6


De volta ao país - se pudesse ainda ficaria mais tempo - e à blogosfera onde penso recomeçar a partir de hoje a actualização dos meus três blogues.

Na Linha de Cabotagem irei deixar algumas notas e impressões sobre a viagem e no Traços e Cores irei colocar alguns dos desenhos que prencheram as 96 páginas deste pequeno cadernos e alguns - poucos - do meu Moleskine formato A5 e que, pelas suas dimensões, não me deu tanto jeito utilizar. O Alicerces continuará na sua linha habitual e, quanto muito, poderei utilizar algum material que li ou extractos dos livros que comprei.

O meu interior e os meus olhos estão ainda cheios de verdes, de mar, de luz, de paz e de harmonia sendo que esta última é, para mim, o melhor "outcoming" da viagem.

Vi coisas belas, repousei em longos passeios de barco, cansei as pernas em caminhadas para descobrir rochas magníficas ou "pointes" onde o mar era um hino à vida, vi alguns monumentos que me contaram histórias da História que eu efabulei, conheci algumas pessoas com que foi bom conversar em especial um alfarrabista, situado numa casa do séc. XVI, em Tréguier (uma pequena cidade) onde fui comprar uma biografia de Jean Moulin e com quem estive à conversa mais de uma hora. Falámos da Europa, da política, de viagens e de tantas outras coisas... são estes momentos uns dos mais altos nestas minhas andarilhices tal como o vivido dentro da "Merveille" - o conjunto arquitectónica que rodeia a catedral do Mont de S. Michel - quando no claustro desenhava e sentia que as pessoas iam passando e olhando e a certa altura pressinto fixa, ao meu lado, uma silhueta - um miúdo aí dos seus 10 anos olhar atento e cheio de vida que me diz: - Vous dessinez très bien, Madame. Obviamente que lhe disse que não mas que estes esboços eram as minhas melhores fotografias; o miúdo era esperto e falador e ali ficámos a conversar sobre o traço, as linhas, as cores e o prazer que elas nos trazem.

São estes os momentos que quero reter e que me ajudarão a conviver com o que, entrando em Portugal, me desagradou logo - as bandeirinhas (sobretudo as que se encontram presas nas cordas da roupa!...) - a obrigatoriedade de andar nas autoestradas a 120 km/h, mas só para alguns, já que fui ultrapassada pelos carros do Senhor Presidente da República que deviam ir aí a uns 180 200km/h (assim se educa um povo!) entre outras tantas...

Sejam pois bem (re)vindos a este espaço.


Etiquetas: