terça-feira, maio 02, 2006

Não são os sorrisos que guardam as memórias


Não são os sorrisos que guardam as memórias
mas a linha oculta de um olhar
translúcida e serena
numa efémera conjugação de momentos.
Não são os sorrisos que guardam as memórias
mas a tua mão macerada onde
nas linhas azuladas se descobre
a ânsia com que te apossaste do tempo.
Não são os sorrisos que guardam as memórias
mas as marcas que te abrigam
viajante de tantas miragens cerzindo
o mapa dos dias a cumprir.

Não são os sorrisos que guardam as memórias
é a crença sem medida na esperança.


Lisboa, 28 de Abril de 2006



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